domingo, junho 04, 2006

Lição Nº 1 - Dodecafonismo

Inaugurado pelo compositor austríaco Arnold Schoenberg (1874-1951) e seus dois principais alunos: Anton Webern (1883-1945) e Alban Berg (1885-1935).No início do século 20, os compositores eruditos buscavam alternativas para substituir o sistema tonal, que marcara a história da música desde inícios do século 17.

Depois do período romântico, a música erudita estava num “beco sem saída”, e os compositores buscavam outros caminhos. Por exemplo, o impressionismo musical (Claude Debussy), o politonalismo (Darius Milhaud), as tendências nacionalistas (Béla Bartok, Villa-Lobos) e, sobretudo, o atonalismo, praticado por Arnold Schoenberg no início de sua obra.

No início da década de 20, Schoenberg teve a grande idéia de inventar um sistema para compor música atonal: o dodecafonismo.

A música de Webern constitui a expressão mais radical da estética dodecafônica. Ao invés de melodias, suas obras são verdadeiras composições de timbres: ou seja, cada som é valorizado na sua individualidade. As músicas de Webern, extremamente curtas, se ouvem como cristais sonoros.


O dodecafonismo é um estilo de se compor, englobado na Música clássica e criado na década de 1920 por Schoenberg. Ele foi o expoente da atonalidade no modernismo musical. Ainda que vários outros compositores experimentassem abandonar o esquema arraigado da tonalidade jamais o abandonaram completamente, fosse pela bitonalidade ou pela politonalidade. Igor Stravinsky é exemplo dessas últimas. Schoenberg, porém, logo considerou a linguagem atonal, ou seja, a não estruturação da composição sobre um eixo harmônico central, demasiadamente sem regras. Construiu então um método para organizar os doze tons da escala cromática igualmente. Essa técnica foi apresentada como "sistema dos 12 tons" que logo ficou conhecida como dodecafonismo serial. No dodecafonismo não se escuta um tom duas vezes antes de ouvir os outros onze. Através de séries preestabelecidas de 12 sons diferentes e independentes entre si é que eram feitas as composições. O método nasceu em 1923 e perdurou até 1960 quando alguns dos próprios discípulos de Schoenberg consideraram-no morto.

Apesar das tentativas dos críticos de tentarem colocar as massas contra os artistas modernistas, eles ainda assim continuaram seus trabalho num esforço descomunal de romper com o tradicionalismo estético vigorado nos séculos anteriores. Tal esforço lhes rendeu fama, de uma certa forma, tais críticos ajudaram a difundir a arte modernista.

Na forma de arte dodecafonista, Arnold Schoenberg conseguiu causar o definitivo rompimento com a cultura e o padrão clássico, apesar de vermos em Wagner o cromatismo, somente podemos dizer que schoenberg foi ousado ou criativo o bastante para romper definitivamente com a estética tonal, e/ou clássica.

De uma certa forma , os críticos conseguiram levar a população em geral a rejeitarem tais obras ditas “modernas”. Até hoje se têm receios a tais obras, muitos preferem a estética clássica ou estética tonal, mas não entendem o principal objetivo de tais músicas. Elas não têm o objetivo de ser uma música dita “agradável aos ouvidos” e sim de mostrar a intenção do compositor, que pode de variar desde dar enfoque aos timbres até enfoque na “ausência de som”. Por isso temos que considerar uma música composta somente de pausas sem notas musicais também música.

(Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Dodecafonismo_serial)